Continuação do post: Pra que serve a internet?

E olha que o Facebook funcionou!

Sabe quando você adiciona uma pessoa que não vê há um tempão, mas não conversa com ela? Ela está ali, entre seus amigos virtuais. Você vê todos os dias os comentários que ela posta no mural, fuça em suas fotos mais recentes, mas não tem coragem de abordá-la. Pois é, existe timidez virtual também.

Recentemente, encontrei dois amigos do ginásio e colégio no Facebook: Diaz e Álvaro. Houve épocas em que fomos unha e carne; convivemos diariamente dos 13 aos 17 anos de idade. Andávamos em uma turma imensa, turma do fundão que tirava notas boas. Várias descobertas e frustrações, e muito amadurecimento, foram compartilhados naquela época.

Fazia “apenas” cerca de 15 anos que não nos falávamos.

Acrescentei um e depois o outro. Fiquei quietinha, só observando o que faziam da vida. E ambos, um de cada vez, postaram timidamente um comentário em meu mural, respondendo a algo que eu tinha escrito. Escreveram como se tivéssemos almoçado juntos. Como se nunca tivessem deixado de me encontrar.

Levei um susto, nas duas vezes. E pensei: “Poxa, sempre me lembro deles, e com carinho. Vou escrever”. Eu e Diaz combinamos de nos encontrar, ao vivo e em cores. Andamos um pouco ocupados, mas acho que em breve ele virá a minha casa. Alvaro mora loooonge, em outro país, mas estamos trocando cartas (isso mesmo, cartas) por e-mail.

Ponto para o Facebook. Eu, que achava que ele só teria serventia para meus clientes, descobri uma serventia para mim. Reencontrei dois amigos especiais…

É muito comum ouvirmos críticas às redes sociais na internet. Orkut, Facebook, Twitter, blogs. De fato, muita gente perde a noção e não sabe diferenciar o que é privado do que deve ser publicado. Mas isso não acontece em qualquer ambiente? Imagine: você está em um restaurante pequeno, e na mesa ao lado tem um casal quase chegando às vias de fato. Imagine outra: você está em um ônibus lotado, e a moça perto de você conversa sobre a menstruação com sua amiga pelo celular, sem perceber que todos estão ouvindo.

Acho que as redes sociais em si não devem ser criticadas. Elas são apenas ferramentas, quem faz mal uso delas são as pessoas, reais, de carne e osso. O ambiente virtual é como qualquer outro: exige etiqueta, discrição, senso crítico… Enfim, noção.

Exemplo

Recentemente, presenciei a criação de um blog que mostra como as redes sociais podem ser bem utilizadas e, mais, ter importância. Meu pai, que é um desses críticos ao mundo virtual mas que virou um blogueiro viciado em postar (!), resolveu montar um blog da família Leite. Para quem não conhece, uma explicação: meus avós tiveram dez filhos. Cada um desses filhos teve mais filhos. E os netos dos meus avós já tiveram um monte de filhos também. Além do número incalculável de pessoas, tem gente espalhada por todo o Sudeste e Centro-Oeste brasileiros. E também tem algumas no exterior.

Diagnóstico da família: muitas falhas de comunicação. Tem gente que nem se conhece.

Voltando ao blog da família Leite. Ele foi criado no dia 21 de abril. Hoje, 17 de maio, 20h39, o blog tem 1.601 visitas. Após um esforço solitário do criador do blog, começam a aparecer notícias vindas de vários cantos, fotos antigas, lembranças, declarações de amor, portfólios (como o de uma prima fotógrafa que nós, aqui em São Paulo, não sabíamos ser fotógrafa), comentários engraçados. A participação é tanta, que o moderador (meu pai) não está dando conta de postar tudo de uma vez. Formou-se uma fila de participações e colaborações.

Moral da história

A infame internet, o infame blog conseguiram reunir vários núcleos de uma família. O blog, e nem mesmo seu criador, devem levar todo o mérito. O mérito é mesmo da família, que mostrou o desejo de ser unida e se conhecer melhor.  Sem esse desejo, os esforços do meu pai teriam ido por água abaixo.

Moral da história: não é a internet que é ruim; é o uso que se faz dela.

Meu recado é: vamos usar as redes sociais não para expor o que não deve ser exposto; não para fazer fofoca; não para competir por popularidade virtual. Vamos usá-las para unir, confraternizar, informar… Essa é a internet 100% do bem!

Pro chão

26/04/2010

Hoje tentamos ir ver Alice no País das Maravilhas no Imax. Terminei o trabalho antes e imaginei: “Segunda-feira, cinco da tarde… O cinema vai estar vazio!”. Vazio que nada: há muitos desocupados, como eu, em São Paulo. Demos com a cara na porta e, no caminho, só pra completar, dei com os joelhos no chão.

Nas ruas íngremes da Pompeia, a solução encontrada pelos construtores foi fazer degraus nas calçadas. Assim, os moradores podem entrar com seus carrinhos na garagem. Azar de quem usa cadeira de rodas, empurra carrinho de bebê ou simplesmente não olha para o chão. Eu ando olhando para cima, e olha só o que me aconteceu.

Mas melhor não por a culpa toda nos degraus da calçada. Na família Moraes, esborrachar-se no chão é genético. Minha mãe caiu a vida inteira, e não serei eu que farei diferente. Os pés são finos, chatos e molinhos… Não se sustentam em pisos irregulares – e, às vezes, nem nos regulares.

Em minha infância, morávamos em Itatiba, uma Pompeia elevada à enésima potência. Nossa rua tinha uma inclinação de uns 60 graus… Quantas vezes não rolei morro abaixo? Em uma delas, o dedão do pé direito ficou em carne viva (ele é meio estranho até hoje).

Já em 1997, levei um tombo memorável. Tinha voltado recentemente do intercâmbio nos Estados Unidos e me aventurei a dar aulas de inglês em uma escola perto de casa. As alunas tinham praticamente minha idade – eu tinha 17; elas, de 15 a 16. Era difícil ter autoridade, e elas praticamente dormiam a aula inteira. Pois bem, chovia muito na saída da aula e todas as aluninhas ficaram enfileiradas sob o toldo da escola, esperando por seus pais. Eu voltava a pé e trazia guarda-chuva, então saí na frente. Todas me olhando, e um passo em falso me fez escorregar. Caí de bunda no chão, senti uma dor tremenda na lombar. Não sei dizer se elas riram ou não, pois simplesmente não olhei para trás. Levantei-me rapidamente e saí como se nada tivesse acontecido. Deixei para sofrer depois – de dor e de vergonha.

Teve também a queda da formatura, esta ocasionada por umas vodcas a mais e uma plataforma de 10 centímetros. Tudo bem, tive desculpa. Porém, a situação também foi vergonhosa: era a primeira vez que saía com o Jean. Deixávamos a festa, às 7h30 da manhã, e, de repente, ele olha para o lado e eu não estou lá. Estou no chão, com a mão direita toda arranhada…

Vergonha à parte, o bom é que a gente sempre se levanta.

Alguns tombos que achei no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=fRoUpD84xOs

http://www.youtube.com/watch?v=IGm33mba3XY

http://www.youtube.com/watch?v=cGgxXIEvX7Y

Nunca de ré

24/04/2010

Sugestão de pauta: Ric Leitericardosleite.wordpress.com

Quem já pegou carona comigo deve saber: não estaciono de ré. Em um estacionamento apertado, como em alguns shoppings ou prédios, prefiro fazer diversas manobras a optar pela maneira mais simples, de ré. Isso tem um motivo.

Quando comecei a ter aulas de direção, aos 18 anos, não sabia nem o que era marcha. Foram muitas e muitas aulas, com minha mãe, meu namorado e a autoescola. No dia da prova, me dei muito bem: fiz três morros sem puxar o freio de mão (como mandava meu instrutor), e olha que chovia. A baliza foi fácil, seguindo os truques que, na vida real, são impraticáveis.

Com a habilitação em mãos, veio a parte mais difícil: de fato aprender a dirigir, usando a quarta e a quinta marchas, enfrentando os outros motoristas, fazendo balizas com carros de verdade na frente e atrás.

Meu pai – que devia ser meio suicida, no mínimo masoquista – me fez sua motorista particular. Uma vez por semana, o levava de Campinas a Valinhos no horário de pico, e quem conhece a infame estradinha sabe bem do que estou falando. Certa vez, me fez dirigir do Castelo à Cidade Universitária para visitarmos tia Aline, que convalescia de uma cirurgia de hérnia de disco no hospital da Unicamp. Chovia a cântaros, e eu não enxergava um palmo à minha frente no então escuro e mal sinalizado Tapetão. Uma aventura e tanto, muita adrenalina.

Tudo isso me fez ganhar prática e, o mais importante, confiança. Em pouco tempo, ganhei a desenvoltura de um motorista experiente. Mas não era, de forma alguma, experiente. Na casa onde morávamos, a entrada da garagem era íngreme, estreita e curva. E não é que, do topo dos meus dois meses de carta de motorista, resolvi entrar de ré? E com os vidros fechados! O batente do portão se encontrou com o parachoque traseiro e arranhou toda a lateral do carro (o carro da minha mãe) até o retrovisor, que se desfez em pedaços. Ao perceber o desastre, tardiamente, engatei a primeira e voltei para a calçada. O batente do portão refez todo o percurso, do retrovisor ao parachoque…

Teve sorvete no Sabor de Verão, teve passeio no Taquaral, teve lanche em Barão… Depois de mais ou menos um ano e meio sem aparecer por lá, resolvi deixar a preguiça de lado e passar um dia com minha amiga Thaise. Sou novamente forasteira naquela cidade que venta, e de que eu gosto tanto.

Em 1992 e até metade de 1993 , então com 13 anos e morando em Itatiba, eu viajava a Campinas todos os dias para ir ao Anglo Taquaral. E lá conheci Thaise Franchi, hiponga como eu, cabelos longos e encaracolados como os meus, chinelo de dedo nos pés, como nos meus.  O entrosamento foi imediato. Não nos desgrudamos mais, até 1994, quando ela mudou de escola e de turma.

Na quinta à noite, eu fazia minha malinha. Na sexta, após a aula, passava na sala dos professores me despedir do meu pai e ia para a frente da escola com a Thaise. Muitas vezes, o Astor, pai dela, ia nos buscar em seu Karmann Ghia vermelho conversível, a cachorra Julia, uma pastora belga linda, no cochinho. Quase sempre, pegávamos o ônibus. Do Taquaral para a casona da Norte-Sul, onde trabalhávamos o fim de semana inteiro: escultura em argila, desenho em giz pastel, pintura em aquarela, móbiles e outros cacarecos com palitinho de sorvete, poemas… Tínhamos 13 anos e não colocávamos os olhos na TV.

Também ficávamos horas a fio ouvindo músicas dos bolachões da casa da Wilma, a mãe da Thaise e excelente cantora. Nossos preferidos eram Chico Buarque, Raul Seixas, Janis Joplin, Beatles. Seguíamos as letras em revistinhas de partitura. Também íamos à matinê do clube Fonte. Eu, que não conseguia reproduzir um passinho simples decentemente, ensaiava com a Thaise, exímia dançarina e sapateadora, em frente ao espelho para não fazer feio na hora H. Será que adiantava? E também frequentávamos o Clube da Esquina, casa comandada pelo Astor e onde Wilma cantava.

E teve também a passeata contra o Collor. Achávamos que estávamos em 1968, caminhando e cantando, e seguindo a canção. Tínhamos uma nostalgia enorme de um tempo que não vivemos. Chegamos a brigar com um professor, o Diógenes de história, porque ele disse na sala de aula que as pessoas da nossa geração não sabiam do que estavam falando.

Eita tempo bom. Poderia escrever mais uns 20 posts sobre Thaise, Campinas, os 13 anos… “Nós éramos bastante arrogantes, odiávamos todo mundo”, comentei com a Thaise neste sábado que passei lá com ela. Ela riu. E pensei: “Certamente, aquele ano em muito contribuiu para o que sou hoje… Mas ainda bem que não somos mais assim!”

Vida besta

06/04/2010

Às vezes, a vida fica besta. Mais besta. Trabalha, come, trabalha, come, dorme. Acorda, trabalha, come, trabalha, paga umas continhas… e trabalha mais um pouco. Tudo parece tão igual, e tão sem propósito.

Pois é justamente numa fase como esta que começo a reparar nas pequenas coisas – talvez por falta de grandes coisas acontecendo.

Como em todas as manhãs: eu no computador, concentradíssima; ele vem de mansinho e massageia meus ombros; depois de alguns minutos, passa as mãos em meus cabelos e vai cuidar da vida. Ou então, numa noitinha quente de sábado: comemos no quintal e ficamos jogando conversa fora até o ar esfriar.

Outra pequena coisa: um telefonema de uma amiga que não vejo há tempos. Que delícia ouvir aquela voz, de quem me conhece melhor do que eu mesma. Um carinho enviado pelas antenas de celular.

Ou uma espreguiçada da cachorra, que em seguida faz um barulhinho e sai procurando a bolinha para brincar. Incansável.

Um almoço comprido na casa dos pais, com todos os irmãos, rindo muito e comendo muito. Ou um almoço na casa dos sogros, que sempre termina com café e paçoca.

Fazer as unhas enquanto assisto ao Fantástico, me preparando para a semana que começa amanhã. Mais trabalho, mais contas a pagar.

De volta

31/03/2010

Quase sete meses se passaram desde meu último post. Foi a falta de criatividade, causada pela extrema falta de ócio. E a falta de tempo, é claro. Mas tentarei voltar ao meu bloguezinho ainda tão mirradinho.

Recomeço falando de cinema. Whatever Works (Tudo Pode Dar Certo), mais precisamente. Já falei que adoro o Woody Allen? A verborragia inspirada, o pessimismo que termina em “tudo pode dar certo no final”, a análise da modernidade e de suas neurastenias.

Após três longas europeus que coloco na categoria Crimes e Pecados – Match Point, Scoop e O Crime de Cassandra – e da deliciosa comédia Vicky Cristina Barcelona, também filmada na Europa, ele voltou a Manhattan. Pena que o protagonista não seja ele mesmo, Woody Allen… Pelo menos não em carne e osso, pois, em espírito, é todo ele! E Larry David dá conta do recado, com seu jeito esquisito e seu sotaque nova-iorquino do Bronx.

Eis o espírito woodyalleniano (tradução livre feita por mim):

– Embora um negro tenha entrado na Casa Branca, ele ainda não consegue pegar um táxi em Nova York.

– Nos Estados Unidos, há todos os tipos de acampamentos de verão (summer camps): crianças ricas, acampamento de basquete, acampamento de mágica, acampamento de tênis, acampamento de cineastas. Deveria haver um campo de concentração (concentration camp). Duas semanas obrigatórias para todas as crianças, para que entendam do que a raça humana é capaz.

– Nosso casamento não é nenhum mar de rosas. Botanicamente, você está mais para Venus flytrap (planta carnívora).

Altamente recomendável para fãs de Woody Allen. Nada recomendável para quem não é.

Aos 7 anos, ganhei um presente de Natal inesquecível. Uma Bebezinho, aquela boneca careca da Estrela: corpinho de pano, membros e cabeça de plástico, buraquinho para a chupeta, medalhinha dourada. Ia para cima e para baixo com aquela Bebezinho, que tinha até carrinho e uma troca de roupa.

Mal sabia que, dali a cerca de um ano, todas as bonecas, inclusive a linda Bebezinho, seriam substituídas – e destruídas, mas essa é outra história.

Era 17 de novembro de 1986. Eu dormia enrolada em meu lençol de nuvens coloridas quando fui acordada pelo meu pai, que cochichou: “A Marina nasceu”. Registrei a informação e caí no sono em seguida, provavelmente com um sorriso no rosto. Alguns dias depois (imagino que três), descia a ladeira correndo, descalça e toda molhada. Voltava do clube, que era logo ali, antes de a piscina fechar. Era hora de conhecer a Marina.

“Vá tomar banho e se vestir antes”, disse minha mãe. Mas a visão era incrível, não tinha como sair do quarto: diferentemente das bonecas, Marina era gordinha e cabeluda, olhos feito duas jabuticabas.

Assim que ela começou a dar as primeiras engatinhadas, comecei a ajudar minha mãe nos cuidados da caçula. Brincava, dava mamadeira e até trocava fralda de vez em quando. Ela foi crescendo e a brincadeira ficou mais divertida: banho de esguicho no quintal, piscina do clube, cantoria no banho. Talvez seja por isso, e não por causa do nome que vem do mar, que me lembro de água quando penso nela.

241velUm de nossos passatempos favoritos eram as sessões de fotografia. Assaltávamos o guarda-roupa da mãe para escolher roupas, com as quais eu a fantasiava. Exagerava na maquiagem, o que ela adorava, claro. Um clique, uma pose. Novo clique, nova pose.

Mas eu também fui crescendo, e o sentimento maternal que tinha pela boneca Marina foi se transformando em sentimento maternal pela menina Marina. À tardinha, a buscava na escola e tomávamos um sorvete na mercearia. Também levávamos a cachorra para passear – primeiro a Scarlet, depois, a Cora. À noite, cantava músicas do Caetano e do Chico para niná-la. Que sono difícil! Geralmente a serenata ia até depois da meia-noite. Quando me mudei para São Paulo, ela vinha passar uns dias durante as férias, e íamos ao cinema, ao teatro, à feirinha ou a um show de rock.

Hoje ela está se formando, já passou seis meses na Europa longe de nós e logo fará com minha filha o que fiz com ela.

Arco-íris

24/09/2009

Tchau, beija-flor!

Esta novo foto também foi tirada pelo meu pai, Ricardo.

É uma cachoeira no município de Tangará da Serra, Mato Grosso.

Tangará da Serra

Luta pelo osso

18/08/2009

Aos amigos jornalistas e assessores.

O osso é a pauta. Os lutadores, assessores de imprensa.

Nunca tinha passado por isso, então resolvi contar. Aconteceu hoje (está acontecendo ainda!). Estou fazendo um caderno para um jornal sobre empreendedorismo e resolvi fazer o perfil de uma pessoa que decidiu comprar uma franquia e deu certo. Simples, não?

Passei e-mail para a associação dos franqueadores e recebi um contato. Oba! Só que o contato não atendeu. Outro e-mail, pedindo outro personagem. E foi aí que começou. A assessora mandou um e-mail para muitas assessorias que atendem franquias de pequeno porte. Desde as 11h da manhã até agora, 17h30, perdi a conta de quantos telefonemas e e-mails recebi. Não estou reclamando, não. Consegui o personagem e agora tenho várias pautas na gaveta. Mas também não consegui trabalhar o dia todo.

Conclusão: assessor de imprensa é o bicho mais desesperado do planeta!

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